Inspecção no INATRO revela problemas administrativos “ainda sem culpados”

O Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) tem estado debaixo de fogo devido a falhas graves na prestação de serviços, mas o Governo moçambicano promete resolver os problemas a partir de Março.
![]()
O Presidente da República, Daniel Chapo, instruiu uma inspecção detalhada ao INATRO, visando apurar as razões por trás da má qualidade dos serviços. Esta iniciativa foi revelada pelo Ministro da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP), Inocêncio Impissa.
![]()
Impissa, que também é Porta-voz do Governo, explicou que Chapo encarregou o MAEFP de inspecionar a parte administrativa e o Ministério dos Transportes e Logística de focar na área técnica do instituto.
Problemas Identificados e a Promessa de Melhoria
A má qualidade dos serviços do INATRO tem sido um ponto de discórdia pública. Há relatos de utentes que aguardam pelas suas cartas de condução há mais de três anos, e as cartas provisórias são frequentemente de material precário, desvalorizando o documento.
O Ministro Impissa reconheceu a gravidade da situação, classificando os problemas como “meramente administrativos”. Garantiu que as soluções para estas deficiências começarão a ser implementadas a partir de Março próximo.
“Enquanto se resolvem os problemas que foram detectados pelos inspectores do MAEF, há um trabalho paralelo que o próprio Ministro está a fazer, sendo que se prevê que já em Março o problema se resolva definitivamente e possa se alcançar o melhor padrão de serviços aos nossos cidadãos”, afirmou Impissa. Ele acrescentou que as inspecções em curso também procurarão identificar e responsabilizar os indivíduos que contribuíram para o mau funcionamento do INATRO.
“Há muitas nuances à volta disso, e são de carácter mesmo administrativo. Esperamos que a partir do mês de Março determinadas medidas tenham sido tomadas. O serviço de fornecimento de cartas e condução e outros necessários sejam efectivamente colocados”, concluiu o governante, reforçando o compromisso com a melhoria dos serviços essenciais.



