Governo admite limitações no FDEL e financia apenas 10% dos projectos apro

O Governo moçambicano reconheceu atrasos consideráveis na disponibilização de verbas para o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), uma iniciativa crucial para o desenvolvimento comunitário e para a concretização de projectos a nível local.

A principal razão apontada para este constrangimento é o défice orçamental do Estado, que limita a capacidade de financiamento pleno dos projectos aprovados. Esta situação levanta sérias preocupações sobre o cumprimento das metas inicialmente traçadas para o FDEL, que foi uma das principais promessas de campanha do Presidente Daniel Chapo.

Dos cerca de 230 mil projectos aprovados em todo o país, apenas uma pequena fracção, aproximadamente 10%, deverá receber o financiamento prometido com os recursos actualmente disponíveis.
A Posição do Executivo
Após a quinta sessão do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, assegurou que o FDEL está “a ser implementado”, mas admitiu que o processo não decorre “na velocidade que gostaríamos”.
Impissa mencionou que já foram feitos alguns desembolsos em distritos específicos das províncias de Inhambane, Nampula e Cabo Delgado, demonstrando um início de execução, ainda que limitado.
No entanto, a cobertura destes desembolsos é ainda muito reduzida face ao elevado número de projectos aprovados, o que gera frustração e incerteza entre os proponentes que aguardam ansiosamente por apoio para concretizar as suas iniciativas.
A limitação de fundos, num contexto de fortes restrições financeiras, coloca o Executivo sob pressão para gerir as expectativas e encontrar soluções para honrar os compromissos assumidos com a população e promover o desenvolvimento económico local.



