Funcionário do Tesouro indiciado de práticas corruptas

Um funcionário da Direção Nacional do Tesouro de Moçambique vai ter de responder em tribunal, indiciado por práticas corruptas. Ele é acusado de exigir uma comissão de dez por cento do valor de cada fatura que deveria ser paga a fornecedores de serviços que trabalharam para a Comissão Nacional de Eleições (CNE) nas eleições de 2023-2024.

O Esquema de Extorsão
Apesar de o Ministério da Economia e Finanças já ter disponibilizado os fundos necessários para os pagamentos, os fornecedores ainda não receberam o dinheiro que lhes é devido. Segundo as denúncias, este servidor público tem vindo a chantagear os empresários, retendo os desembolsos até que a percentagem exigida seja paga.

A Posição do GCCC
A informação sobre este caso foi tornada pública esta manhã por Romualdo Johnam, procurador e porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC). Johnam explicou que os factos em questão podem ser classificados como crimes de corrupção ativa e passiva. O processo já está em curso e conta com dois arguidos envolvidos.



