Desastres Naturais

Época chuvosa já causou 242 mortos no País

A época chuvosa que assola Moçambique desde Outubro passado já provocou a morte de 242 pessoas e afectou directamente mais de 868 mil cidadãos em diversas províncias, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD). Este balanço alarmante destaca a urgência da acção e a vulnerabilidade do País perante os fenómenos climáticos extremos.

Impacto Humano Alargado

Além das 242 vidas perdidas, o INGD registou 12 desaparecidos e 331 feridos, num total de 200.790 famílias que sentiram na pele a fúria das águas. Este cenário trágico é resultado de vários eventos, incluindo as cheias de Janeiro, que só por si causaram 27 mortos e afectaram mais de 724 mil pessoas. A passagem do ciclone Gezani, em meados de Fevereiro na província de Inhambane, adicionou mais quatro mortes e deixou cerca de 9 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

Infraestruturas e Habitação em Ruínas

O rasto de destruição não se limita às vidas humanas. Milhares de casas foram danificadas ou totalmente destruídas, com 6.151 habitações completamente arrasadas e mais de 183 mil inundadas. No total, 15.312 casas sofreram danos parciais. A rede de serviços essenciais também foi severamente atingida, com 302 unidades de saúde, 83 locais de culto e 713 escolas a ficarem inoperacionais ou parcialmente destruídas, comprometendo o acesso a cuidados médicos, educação e apoio espiritual.

Prejuízos na Agricultura e Pecuária

O sector agrícola, pilar da economia moçambicana, sofreu um golpe duro. Mais de 555 mil hectares de terras agrícolas foram afectados, com 288 mil hectares considerados totalmente perdidos, o que impacta directamente a subsistência de 365.784 agricultores. A pecuária também registou perdas significativas, com a morte de mais de 530 mil animais, incluindo bovinos, caprinos e aves, agravando a segurança alimentar e económica das comunidades.

A circulação de pessoas e bens foi igualmente comprometida, com cerca de 7.845 quilómetros de estradas danificadas, além de 36 pontes e 123 aquedutos que ficaram intransitáveis ou destruídos, dificultando o acesso a ajuda humanitária e o escoamento de produtos.

Resposta e Apoio aos Afectados

Em resposta a esta crise, o INGD activou 149 centros de acomodação desde Outubro, que serviram de refúgio para 113.478 pessoas. Embora muitos já tenham regressado às suas casas, 27 destes centros ainda se encontram activos, acolhendo mais de 20 mil pessoas que aguardam por melhores condições para reconstruir as suas vidas.

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