Ensino secundário passa a funcionar em três turnos em algumas escolas públicas

Algumas escolas secundárias públicas em Moçambique vão adoptar um novo modelo de funcionamento já neste ano lectivo, passando de dois para três turnos diários. Esta medida, anunciada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), surge com o objectivo de reorganizar o ensino nocturno.

A principal alteração prende-se com a transferência de todos os alunos menores de 18 anos que frequentavam o período nocturno para o diurno. Esta decisão, avançada pela STV Notícias, implica a criação de um turno adicional para acomodar o crescente número de estudantes durante o dia.

Porquê a Mudança?
O Ministério justifica a sua acção com a necessidade de reestruturar o subsistema de ensino e de o alinhar às normas actuais, que definem critérios de idade para a frequência do curso nocturno. O objectivo é garantir que os alunos mais jovens tenham um ambiente de aprendizagem mais adequado durante o dia.
Preocupações e Críticas
Apesar da justificação oficial, a implementação dos três turnos já levanta questões. Há preocupações crescentes sobre as condições logísticas das escolas, que podem não estar preparadas para receber um maior fluxo de alunos e professores, e sobre o impacto na qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
Em declarações à STV Notícias, um dos entrevistados manifestou-se bastante crítico à iniciativa do MEC. Para ele, as medidas em curso estão a “deseducar tanto os alunos como os professores”, gerando confusão e reduzindo a eficiência do sistema. O crítico defende que quaisquer reformas significativas deveriam ser acompanhadas por um reforço das condições materiais e por um plano de implementação mais detalhado e claro.
Compromisso do Ministério
Em resposta às preocupações, o Ministério da Educação e Cultura assegura que o novo regime será cuidadosamente monitorado e ajustado sempre que for necessário. A prioridade, segundo o MEC, continua a ser a melhoria do acesso e da qualidade da educação em todo o país.



