EM MANICA: Nove mortos por animais ferozes

Pelo menos nove pessoas perderam a vida na província de Manica nos últimos meses, vítimas de ataques de animais bravios. Estes incidentes, que também resultaram na destruição de 110 casas, 18 celeiros, 10 hectares de culturas e na morte de 46 cabeças de gado, evidenciam a crescente tensão entre a fauna selvagem e as comunidades locais.

Conflito Homem-Fauna Bravia em Números
Os ataques são parte de um total de 195 casos de conflito entre humanos e fauna bravia registados na província. Os distritos mais afetados incluem Machaze, com 123 ocorrências, seguido por Mossurize com 24, Guro e Tambara com 22 casos cada. Chimoio registou três situações, Vanduzi teve dois casos e Macossa, um.

Apelos das Autoridades para Prevenção
Estes dados alarmantes foram partilhados por Rafael Manjate, diretor provincial de Ambiente, durante uma visita de trabalho da governadora de Manica, Francisca Tomás. A governadora expressou profunda preocupação com a situação, classificando os 195 casos como “muito e lamentável”, especialmente pela perda de vidas humanas e pelos avultados prejuízos materiais e sociais.
Francisca Tomás apelou para a intensificação de campanhas de sensibilização nas comunidades, com o objetivo de educar a população a evitar invadir o habitat natural dos animais. Ela sublinhou a importância de mapear as áreas de maior risco para prevenir futuras tragédias, notando que muitos dos animais que atacam as comunidades são provenientes do vizinho Zimbábue.
Atenção aos Desastres Naturais
Ainda na sua intervenção, a governadora Francisca Tomás fez um apelo à pertinência do mapeamento das zonas de risco e propensas a cheias e inundações. Deu particular destaque ao posto administrativo de Dombe, no distrito de Sossundenga, e à necessidade urgente de divulgação dessas informações para que a população não seja “sistematicamente afetada por desastres naturais”.



