EM CHIMOIO: Agente da polícia detido por roubo de 616 mil Meticais

Um subinspector da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi detido na cidade de Chimoio, província de Manica, pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), sob acusação de ter roubado 616 mil meticais da residência de um comerciante. Este caso chocou a comunidade local, levantando questões sérias sobre a conduta de alguns agentes da autoridade no país.

Detalhes do Assalto
O agente, identificado como B. Djombose, com 12 anos de serviço e afecto à 1ª Esquadra da PRM, é suspeito de ter usado uma arma de fogo para coagir um comerciante de origem somali. A vítima foi forçada a transferir a quantia de 616 mil meticais da sua carteira móvel para os assaltantes.

De acordo com as investigações do SERNIC, Djombose não agiu sozinho, tendo a companhia de um amigo que se encontra foragido. Para concretizar o roubo, os suspeitos terão ameaçado o comerciante, acusando-o falsamente de vender cocaína, uma tática utilizada para intimidar a vítima e facilitar a consumação do crime.
Recuperação e Histórico Criminal
Até ao momento, o SERNIC conseguiu recuperar 430 mil meticais do valor roubado, sendo que 409 mil estavam em posse da esposa do agente. Apesar das evidências e da recuperação parcial do dinheiro, Djombose nega as acusações, alegando ter sido apenas convidado pelo amigo para cobrar uma dívida, uma versão que as autoridades consideram inconsistente com os factos apurados.
Paulo Tapua, porta-voz do SERNIC, informou que o agente B. Djombose é reincidente, com um histórico criminal preocupante que inclui crimes graves como homicídio, roubo agravado e furto. Tapua assegurou que as autoridades estão empenhadas em capturar o segundo indivíduo envolvido no assalto para que a justiça seja plenamente feita.
Mouzinho Manasse, chefe do Departamento de Relações Públicas do Comando-Geral da PRM, confirmou que Djombose faz parte da corporação e repudiou veementemente o seu comportamento. Manasse garantiu que, para além do processo criminal, medidas disciplinares internas serão tomadas contra o agente, reforçando o compromisso da PRM com a integridade e a segurança pública em Moçambique.



