Corrupção

Desvio de donativos e corrupção na LAM

As autoridades moçambicanas intensificaram o combate à corrupção e ao desvio de bens públicos, resultando na detenção de altos funcionários em dois casos de grande repercussão: o desvio de donativos para vítimas de cheias em Gaza e alegadas práticas corruptas nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Desvio de Donativos em Gaza: Um Escândalo em Xai-Xai

Dez servidores públicos foram detidos sob a acusação de desviar donativos essenciais destinados às populações afetadas pelas cheias e inundações na província de Gaza. Entre os implicados estão figuras de relevo como a administradora distrital de Xai-Xai, Argelência Chissano, a chefe do gabinete da governadora, Dora Artur, e a vereadora municipal das Finanças, Cláudia Eli. A lista inclui ainda a chefe do posto administrativo de Inhamissa, Janete Novela, um fiel de armazém, um motorista do governo distrital, o delegado distrital do INGD de Chibuto e outro funcionário público. Este caso tem gerado grande indignação, uma vez que os bens desviados eram para pessoas que perderam tudo e precisavam urgentemente de apoio.

Corrupção na LAM: Antigos Gestores Detidos

No âmbito do combate à corrupção nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), foram detidos três antigos gestores seniores e um atual diretor. Os nomes envolvidos são João Carlos Pó Jorge, ex-director-geral, Hilário Tembe, ex-administrador, Eugénio Mulungo, atual chefe da tesouraria, e Armindo Savanguane, atual diretor financeiro. As investigações centram-se em casos relacionados com a compra e venda de aeronaves, bem como a contratação da empresa Fly Modern Ark (FMA) para a reestruturação da companhia aérea nacional.

Compromisso Governamental e Dados Relevantes

Estas detenções refletem a determinação da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em lutar firmemente contra a criminalidade económica. O Presidente da República, Daniel Chapo, destacou recentemente que o país tem registado progressos significativos no combate à corrupção, com várias detenções resultantes de denúncias públicas.

Dados do GCCC indicam que, no ano passado, Moçambique perdeu cerca de 2.9 mil milhões de Meticais devido a atos de corrupção em várias instituições públicas, um valor consideravelmente superior aos 413.8 milhões registados em 2024. Atualmente, 812 casos estão sob investigação, de um total de 2169 processos abertos, com 1275 já concluídos e 433 arquivados. É evidente a necessidade de continuar a aprofundar estas investigações para garantir a responsabilização dos envolvidos e proteger o erário público.

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