Ambiente

Alfândegas apreendem 38 caixas de 450kg de plantas nos Aeroportos

As Alfândegas de Moçambique interceptaram uma grande quantidade de plantas raras e protegidas, que seriam exportadas ilegalmente através do Aeroporto Internacional de Maputo. A operação destaca a vigilância das autoridades contra o contrabando de espécies em vias de extinção.

Na passada sexta-feira, foram apreendidas 38 caixas contendo um total de 450 quilogramas de suculentas e cicadáceas. Estas espécies, classificadas como em vias de extinção, estavam a ser preparadas para exportação, num claro desrespeito pelas leis nacionais e convenções internacionais.

Segundo informações avançadas pelo jornal Domingo, a intervenção das Alfândegas foi crucial para evitar que Moçambique enfrentasse possíveis sanções. O país é signatário da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que visa regulamentar o comércio para proteger a biodiversidade global.

Fontes próximas ao processo indicam que este não é um caso isolado, sugerindo a existência de um esquema de contrabando bem organizado. Apesar de o proprietário da empresa envolvida possuir certificação nacional, a licença para a exportação das espécies apreendidas não terá sido devidamente inspecionada, conforme exigido pelas normas da CITES. Esta falha na fiscalização permitiu a tentativa de exportação ilegal, pondo em risco o património natural moçambicano e a reputação do país no cenário internacional.

As autoridades continuam atentas a estas práticas, reforçando a importância da fiscalização rigorosa nos pontos de saída do país para combater o tráfico ilegal de espécies e proteger a rica biodiversidade de Moçambique.

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