Saúde

Base de dados reforça combate à desnutrição crónica

Um novo sistema de base de dados nacional está a ser implementado em Moçambique para fortalecer a luta contra a desnutrição crónica, um problema de saúde pública que continua a afetar grande parte da população, especialmente em algumas províncias. A iniciativa visa partilhar dados atualizados e melhorar a colaboração entre os vários setores envolvidos.

A criação desta base de dados é um esforço conjunto dos diversos intervenientes do setor de Segurança Alimentar e Nutricional, com o objetivo principal de acelerar as ações para reduzir os elevados índices de desnutrição crónica no país. Em algumas regiões, estes índices chegam a ultrapassar os 40%, um número alarmante que exige intervenção urgente.

Esta informação foi partilhada em Maputo durante a VII Sessão Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSAN), um evento que contou com a presença e direção da Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi. O relatório de atividades apresentado durante a sessão destacou a gravidade da situação.

Segundo Judite Mussacula, secretária executiva do Secretariado Técnico para a Segurança Alimentar (STASA), as províncias do Norte e Centro são as mais afetadas, com Zambézia, Cabo Delgado e Niassa a registarem os cenários mais críticos. Nessas zonas, a desnutrição crónica atinge mais de 40% da população.

Mussacula também mencionou que, devido às recentes inundações que assolaram algumas regiões do país, equipas técnicas estão a preparar-se para fazer uma avaliação detalhada do estado nutricional das populações afetadas. No entanto, a prioridade imediata continua a ser o salvamento e assistência às comunidades em risco.

A secretária executiva realçou ainda que as causas da desnutrição são complexas e variam consoante a região. É notável que, em algumas áreas com boa produção alimentar, os níveis de desnutrição continuam altos. Este facto sublinha a importância de intensificar a educação nutricional, focando-se principalmente nos grupos mais vulneráveis, como crianças, mulheres grávidas e mães que amamentam, para que as famílias saibam como aproveitar melhor os alimentos disponíveis.

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