Pólitica

Militares do golpe não conseguem pagar funcionários e iniciam despedimentos em massa

O Ministério da Comunicação Social da Guiné-Bissau confirmou recentemente que não irá renovar os contratos de trabalho a termo que expiram no final do ano. Esta decisão, comunicada através de uma nota oficial da Inspeção-Geral, afeta um número considerável de profissionais técnicos que prestam serviço na instituição governamental.

Falta de Verbas Causa Despedimentos

De acordo com o documento assinado pelo Inspetor-Geral, Ansumane Cassama, a justificação para esta medida drástica reside nos “constrangimentos orçamentais” severos que o ministério enfrenta. A instituição alega que não possui fundos suficientes para garantir o pagamento dos salários durante o próximo exercício económico de 2026, tornando inviável a manutenção dos vínculos laborais.

A notificação, datada de 29 de dezembro de 2025, foi inicialmente dirigida a técnicos específicos, como Alfredo A.N. Silva, do Gabinete de Planeamento e Projetos, mas a sua abrangência estende-se a todos os demais profissionais que se encontram em situação contratual idêntica e cujos contratos terminam agora.

Reconhecimento do Trabalho e Futuro Incerto

Apesar da difícil decisão de rescindir os contratos, a Inspeção-Geral fez questão de expressar formalmente o seu profundo agradecimento pelo “profissionalismo e empenho” demonstrado pelos colaboradores. O ministério sublinhou que o contributo destes profissionais foi “fundamental para o cumprimento da missão” da instituição ao longo do tempo.

Esta situação surge num momento de grande pressão sobre as finanças públicas da Guiné-Bissau. A não renovação de dezenas de contratos lança estes profissionais para um cenário de incerteza no mercado de trabalho logo no início do novo ano, adicionando mais um desafio à já complexa situação socioeconómica do país.

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