Segurança

Estado Islâmico reivindica ataques mortais contra forças do Ruanda em Cabo Delgado

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) veio a público, através dos seus canais de propaganda, para reivindicar a autoria de recentes investidas contra o contingente militar do Ruanda, que está estacionado na província de Cabo Delgado. Os insurgentes afirmam que estes ataques resultaram em baixas e feridos entre as forças aliadas.

Alegados Confrontos em Macomia e Mocímboa da Praia

As mensagens divulgadas pelo grupo indicam que o confronto mais violento e letal terá acontecido no distrito de Macomia. Segundo o EI, os seus combatentes usaram armas ligeiras e lança-foguetes para atingir as tropas ruandesas, alegadamente matando cinco militares e ferindo vários outros. Na mesma ocasião, os insurgentes teriam conseguido confiscar material bélico.

Noutra reivindicação, o Estado Islâmico menciona um embate no último domingo, desta vez na zona de Mocímboa da Praia. O alvo seria uma patrulha naval ruandesa, e o incidente teria resultado em militares feridos após uma troca intensa de tiros.

Ausência de Confirmação Oficial e Contexto da Missão

Apesar de todas estas alegações por parte dos grupos terroristas, é importante sublinhar que as autoridades do Ruanda ainda não emitiram nenhum comunicado oficial que confirme as perdas humanas ou os ataques descritos. É uma prática comum de grupos extremistas usar estas plataformas para fins de propaganda, muitas vezes exagerando o verdadeiro impacto das suas operações.

Desde 2021, o Ruanda mantém uma forte presença militar no norte de Moçambique, trabalhando em coordenação com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). O principal objetivo desta missão internacional é trazer a pacificação à região e proteger os importantes projetos de gás natural, que têm sido alvo de violência desde o primeiro ataque registado em outubro de 2017.

A insurgência em Cabo Delgado já dura há mais de oito anos, tendo o seu início e epicentro precisamente no distrito de Mocímboa da Praia, um dos locais agora novamente referenciados nos ataques reivindicados.

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