Cheias: Autoridades denunciam recusa de resgate de alguns sitiados em Gaza

As operações de resgate nas zonas afetadas pelas cheias na província de Gaza enfrentam um desafio inesperado: a recusa de alguns cidadãos em serem retirados das suas casas inundadas, alegando querer proteger os seus bens.

Uma equipa de socorro multidisciplinar, que inclui elementos do INTRASMAR, Polícia costeira, lacustre e fluvial, Serviço Nacional de Salvação Pública e INAMAR, reportou esta situação preocupante. Os incidentes ocorrem em vários distritos da província, como Xai-Xai, Chókwè, Massingir, Chibuto, Guijá e Limpopo, onde as águas do rio Limpopo transbordaram, provocando inundações severas.

A Recusa e as Razões
De acordo com o informe diário partilhado pelo Comité Operativo de Emergência provincial, os residentes que recusam o resgate justificam a sua decisão com a necessidade de salvaguardar os seus pertences contra possíveis atos de vandalismo. Eles afirmam precisar apenas de apoio em termos de alimentação e água, recusando a evacuação para locais seguros.
Até ao dia anterior ao relatório, 353 pessoas haviam sido registadas nas áreas de risco. Contudo, as equipas de salvamento deparam-se com dificuldades crescentes. As fortes correntes de água em Xai-Xai, por exemplo, tornam a navegação perigosa e limitam a capacidade de intervenção. Além disso, há uma necessidade urgente de mais combustível e mantimentos para sustentar as operações.
A província de Gaza continua em estado de alerta devido às cheias causadas pelo transbordo do rio Limpopo, um fenómeno que anualmente coloca em risco vidas e bens, exigindo uma resposta coordenada e a colaboração de todos os envolvidos.



