Política Regional

CEDEAO exige transição rápida de Governo na Guiné-Bissau

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) intensificou a sua pressão sobre a junta militar que governa a Guiné-Bissau, reafirmando a exigência de uma transição rápida e liderada por um governo civil e inclusivo, após o recente golpe de Estado no país.

Pressão por uma Transição Célere

Este apelo firme foi feito pelo Presidente da CEDEAO, Julius Maada Bio, na sequência de contactos de alto nível realizados em Bissau. Embora as conversações com o alto comando militar guineense tenham sido descritas como construtivas, serviram para sublinhar a postura inabalável da CEDEAO.

A organização regional insiste que a transição deve abranger todo o espectro político e social do país e, por isso, não reconhece o programa de transição anunciado pelos militares, que prevê um governo provisório com duração de até um ano.

As Exigências e o Impasse

A posição da CEDEAO já tinha sido definida na 68.ª cimeira realizada em Abuja, na Nigéria, onde o modelo de transição proposto após o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 foi veementemente rejeitado.

Naquela ocasião, os líderes regionais exigiram a libertação imediata de todos os detidos políticos e emitiram um alerta sobre a aplicação de sanções seletivas contra qualquer entidade ou indivíduo que dificultasse o regresso à ordem constitucional.

O principal ponto de discórdia nas recentes reuniões centrou-se na exigência de um governo civil inclusivo, com um mandato limitado a cerca de quatro meses, e na libertação do líder da oposição, Domingos Simões Pereira, cujas detenções têm sido motivo de grande preocupação internacional.

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