Sociedade

“Voltei por sorte”: testemunho chocante denuncia abusos contra civis

Um testemunho recente e perturbador vindo de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, lança luz sobre alegados casos de violência extrema e abusos de poder cometidos por elementos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) contra a população civil. O relato, de um morador local, descreve um cenário de medo e insegurança onde vidas são perdidas sem aparente justificação, gerando um clamor por justiça e proteção.

O Grito de Alerta de Mocímboa da Praia

“Voltei por pura sorte. Não sei como explicar, nem como agir. Precisamos de ajuda aqui na Mocímboa da Praia”, desabafa o denunciante, sublinhando que cidadãos estão a morrer sem qualquer motivo claro. A denúncia aponta para uma contradição preocupante: enquanto as FDS estão no terreno com a missão de proteger a população dos insurgentes, estes continuam ativos no mato, e os militares circulam livremente pela cidade, mercados e zonas residenciais, por vezes com um comportamento questionável.

A vida quotidiana dos residentes está severamente afetada. O medo de represálias impede muitos de sair de casa ou de trabalhar, paralisando a rotina da comunidade. O testemunho critica a atuação de alguns agentes, que alegadamente operam sob o efeito de álcool e sem critérios claros para abordar os cidadãos, aumentando a tensão e a desconfiança.

Denúncias de Abuso de Poder e Mortes Silenciosas

O relato sugere que, apesar da existência de meios técnicos para identificar suspeitos de forma adequada, prevalecem as detenções arbitrárias, agressões e mortes. Estas ações seriam motivadas por abuso de poder, ambição ou simples ignorância, e incluem alegações de extorsão e uso indevido da autoridade que deveria servir e proteger.

A situação estende-se às zonas costeiras, onde pescadores estariam a desaparecer ou a morrer em circunstâncias misteriosas, sem que haja qualquer esclarecimento público. Há ainda denúncias de pessoas levadas para locais isolados nos bairros, onde, de acordo com o testemunho, mortes estariam a ocorrer de forma silenciosa e clandestina, longe dos olhos da justiça e da sociedade.

Apelo Urgente por Proteção e Investigação

Diante deste cenário alarmante, o morador faz um apelo veemente às autoridades moçambicanas e à sociedade em geral. A urgência de uma investigação profunda e imparcial na Mocímboa da Praia é crucial para pôr fim ao clima de medo que assola a região e para garantir a proteção efetiva e incondicional da população civil, cujos direitos estão a ser alegadamente violados.

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