Opositor da Venezuela morre na prisão e ONGs pedem investigação

Alfredo Díaz, ex-governador e figura proeminente da oposição ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela, faleceu enquanto estava sob custódia das autoridades, após passar cerca de um ano detido. A notícia, confirmada pela família e por diversas organizações de direitos humanos, levanta sérias questões sobre as condições de detenção no país.

Morte sob Custódia e Pedidos de Investigação
As autoridades venezuelanas comunicaram aos familiares de Díaz que a causa oficial da morte, ocorrida na passada sexta-feira (5), foi um “infarto fulminante”. Contudo, esta versão é vigorosamente contestada por entidades civis e ativistas, que exigem uma investigação aprofundada e independente para esclarecer as verdadeiras circunstâncias do óbito.

Díaz estava preso desde 2024 no complexo de El Helicoide, em Caracas, uma instalação conhecida por abrigar o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN). Este local é frequentemente alvo de denúncias por parte de organizações internacionais devido a alegadas violações de direitos humanos e maus-tratos a detidos políticos.
A ONG Provea, uma das mais atuantes na defesa dos direitos humanos na Venezuela, expressou o seu profundo lamento pela morte e, através de uma nota na plataforma X (antigo Twitter), responsabilizou diretamente o Estado venezuelano pelo sucedido. A organização sublinha que a morte de um detido sob custódia estatal exige total transparência e uma apuração rigorosa para evitar a impunidade.
Este trágico incidente reacende o debate e a preocupação internacional sobre a situação dos detidos políticos na Venezuela, intensificando a pressão para que o governo de Maduro garanta o respeito pelos direitos humanos e a integridade física de todos os seus opositores.



