Preocupante: Cerca de 60 mulheres foram assassinadas em Moçambique

Moçambique enfrenta uma realidade chocante e alarmante: pelo menos 60 mulheres foram assassinadas no país entre Janeiro e Novembro, um número que pode ser ainda maior devido à subnotificação de casos.

Aumento da Violência e Subnotificação
A violência contra as mulheres tem vindo a crescer de forma preocupante em Moçambique, com casos de tortura, violação e assassinato a deixarem a sociedade em estado de alerta. A grande maioria destes crimes permanece sem solução, com os culpados raramente identificados, levantando a questão que assombra o país: quem está a matar as mulheres moçambicanas?

Filomena Matsinhe, representante do Observatório da Mulher, revelou estes dados preocupantes durante a sua participação no programa “6 às 9” da TV Sucesso. Ela alertou que o número oficial de 60 assassinatos pode ser apenas a ponta do iceberg, uma vez que muitos casos não são reportados às autoridades.
Zambézia: O Epicentro da Tragédia
A província da Zambézia é, atualmente, a região com o maior número de ocorrências de assassinatos de mulheres no país. Matsinhe sublinha que, na maioria das situações, os motivos por trás destes atos bárbaros, que muitas vezes envolvem violação antes do assassinato, são desconhecidos. Embora alguns casos sejam classificados como crimes passionais, a falta de clareza sobre as causas é uma constante.
Desafios na Investigação e Comunicação
Um dos grandes obstáculos para combater esta onda de violência é a fraca capacidade de investigação por parte das autoridades competentes, como a Polícia da República de Moçambique (PRM). Filomena Matsinhe destacou que muitos casos nem chegam ao conhecimento da imprensa porque não são devidamente comunicados à PRM ou aos meios de comunicação. Por vezes, o Observatório da Mulher tem de realizar as suas próprias investigações, evidenciando as lacunas existentes no sistema e a urgência de uma resposta mais eficaz.



