Internacional

Malásia retoma buscas pelo MH370 mais de uma década após desaparecimento

As autoridades da Malásia fizeram saber esta quarta-feira que as operações de busca pelo voo MH370 da Malaysia Airlines serão retomadas no final deste mês. Esta é uma nova e ambiciosa tentativa de esclarecer o desaparecimento da aeronave, ocorrido de forma enigmática há mais de uma década.

O Boeing 777, que partiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim a 8 de março de 2014, desapareceu dos radares pouco depois de levantar voo. A bordo seguiam 227 passageiros e 12 membros da tripulação, totalizando 239 pessoas, e o caso permanece como um dos maiores e mais complexos mistérios da aviação mundial.

Um Esforço Contínuo por Respostas

Durante uma cerimónia realizada em 2024, os familiares das vítimas voltaram a prestar homenagens e a reforçar o apelo para que as buscas não parassem. Em resposta a este clamor, o Ministério dos Transportes da Malásia confirmou que a empresa Ocean Infinity vai voltar a liderar as operações no dia 30 de dezembro, num período de busca que se prevê durar 55 dias.

A nota oficial indica que o trabalho será focado em áreas consideradas de maior potencial para a localização dos destroços. Esta decisão sublinha o compromisso contínuo do governo malaio em proporcionar respostas e encerramento às famílias que esperam por esclarecimentos há mais de dez anos. Entre os passageiros, a maioria era de nacionalidade chinesa, mas também havia cidadãos da Malásia, Indonésia, Austrália e outros países.

O Enigma e as Buscas Anteriores

As investigações anteriores, compiladas num relatório de 495 páginas, não conseguiram determinar a causa do desaparecimento e não afastaram a hipótese de interferência de terceiros no controlo da aeronave. Dados de satélite sugerem que o avião desviou da sua rota planeada e seguiu para o sul do Oceano Índico, onde se acredita que tenha ficado sem combustível e caído.

A primeira busca oficial, coordenada pela Austrália, cobriu uma vasta área de 120 mil quilómetros quadrados e prolongou-se por três anos. Contudo, os resultados foram escassos, com a localização de apenas alguns fragmentos que foram dar à costa de Moçambique, Madagáscar, Ilha da Reunião e outros pontos do Índico.

A missão mais recente da Ocean Infinity, que decorreu em 2018, foi interrompida em abril devido ao mau tempo, após várias semanas de varrimento subaquático sem resultados concretos.

O Acordo “Sem Descoberta, Sem Pagamento”

A Ocean Infinity, que já tinha estado envolvida nas operações de 2018, vai regressar ao terreno sob um acordo com o governo da Malásia que segue o princípio de “sem descoberta, sem pagamento”. Segundo informações da Associated Press, a empresa só receberá a taxa de 70 milhões de dólares americanos caso sejam encontrados destroços significativos do avião.

Enquanto isso, os familiares das vítimas continuam a exigir que as buscas prossigam e pedem indemnizações à Malaysia Airlines, à Boeing — fabricante do avião —, à Rolls-Royce — responsável pelos motores — e às seguradoras envolvidas, numa luta incansável por justiça e por saber o que realmente aconteceu aos seus entes queridos.

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