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ÀS VÍTIMAS DAS CHEIAS: Deputados doam mais de 2, 7 milhões de meticais

A Assembleia da República (AR) de Moçambique demonstrou um forte gesto de solidariedade ao doar mais de 2.7 milhões de meticais para apoiar as vítimas das chuvas intensas e cheias que têm assolado o país. O valor, que resulta da contribuição de dois dias de salário dos deputados, foi formalmente entregue este sábado ao Instituto Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (INGD).

Solidariedade Parlamentar Perante a Calamidade

A cerimónia de entrega do donativo foi liderada pela presidente da AR, Margarida Talapa, que expressou a profunda preocupação do parlamento com os impactos devastadores das intempéries. As províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala, além da Cidade de Maputo, foram as mais afetadas, registando perdas humanas, sociais e materiais significativas.

Margarida Talapa sublinhou que esta contribuição é um símbolo da solidariedade dos deputados para com as famílias em situação de vulnerabilidade. Em nome da Assembleia da República, lamentou as perdas e garantiu que os deputados irão deslocar-se às zonas afetadas na próxima semana para acompanhar de perto a situação, prestar apoio e confortar as comunidades.

Cenário de Alerta Vermelho e Resposta do INGD

Gabriel Monteiro, vice-presidente do INGD, detalhou a gravidade da situação, confirmando que o país se encontra em alerta vermelho devido às cheias. Os números são alarmantes: cerca de 232 mil pessoas foram afetadas, com um registo de 103 mortes. Além disso, aproximadamente 26 mil casas foram destruídas e diversas infraestruturas sofreram danos consideráveis.

O INGD tem estado na linha da frente da resposta, tendo aberto cerca de 40 centros de acomodação para os deslocados, dos quais 11 já foram desativados. As operações de evacuação continuam ativas em zonas de risco, especialmente devido ao aumento do caudal dos rios provocado pela abertura das comportas da barragem de Massingir. Monteiro alertou ainda para a possibilidade de novas descargas das barragens de Corumana e dos Pequenos Libombos, o que pode agravar a situação.

As autoridades continuam a apelar à vigilância e à colaboração da população, especialmente nas áreas consideradas de alto risco, para minimizar o impacto destas calamidades naturais.

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