Opinião

Os “Pulitzer” não se buscam nos funerais

A recente conduta de alguns jornalistas num funeral em Moçambique gerou polémica e levantou questões sobre a ética profissional e o respeito em momentos de luto. A situação, descrita na coluna “Bula Bula” do Jornal Domingo, destaca uma abordagem jornalística considerada inapropriada e insensível.

O Incidente e a Indignação

O incidente ocorreu à saída de uma abadia, durante o funeral de Alfredo Gamito, uma figura respeitada. Dois jornalistas, na busca aparente por um “Pulitzer”, abordaram a Primeira-Ministra Maria Benvinda Levi, que estava visivelmente consternada e impactada pelo ambiente, com perguntas diretas sobre o pagamento do décimo terceiro salário. A repetição da mesma pergunta pelo segundo jornalista, sem se ter apercebido que o colega já a fizera, acentuou a perceção de desrespeito e falta de discernimento.

Ética Jornalística em Causa

A coluna “Bula Bula” expressou choque e profunda indignação perante tamanha desfaçatez. A atitude foi classificada como insolente e descortês, demonstrando uma clara falta de sensibilidade para com o momento de luto e a situação emocional da inquirida. A busca por um furo noticioso ou um prémio não deve, em nenhuma circunstância, justificar a quebra de normas de conduta básicas e do respeito humano inerente a tais ocasiões.

A Verdadeira Excelência não está nos Funerais

O autor da coluna sublinha, de forma veemente, que o prestigiado Prémio Pulitzer recompensa a excelência no jornalismo e nas artes, e não a imbecilidade ou a impertinência. A verdadeira excelência jornalística não se encontra em funerais, onde o foco deveria ser o respeito pela memória do falecido e o apoio aos enlutados, e não a caça a declarações polémicas. Esta situação serve de alerta para a importância crucial do discernimento, da empatia e da ética na profissão jornalística em Moçambique.

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