Saúde

Duas mil raparigas alcançadas por serviços de aconselhamento e testagem ao VIH em Cuamba

Mais de duas mil raparigas, com idades entre 15 e 24 anos, tiveram acesso a serviços cruciais de aconselhamento e testagem ao Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) na cidade de Cuamba, província de Niassa. Os dados, referentes ao período de janeiro a novembro deste ano, revelam que 56 destas jovens testaram positivo e já iniciaram o tratamento antirretroviral.

A Realidade em Cuamba e Niassa

A Associação Renascer a Vida divulgou estes números preocupantes durante as celebrações do Dia Mundial de Luta Contra a Sida. Aníbal Tomola, supervisor distrital da organização, manifestou grande preocupação com o elevado número de novas infeções registadas em adolescentes e jovens na província.

Em Cuamba, os bairros de Mutxora, Teteriane, Adine-1 e 3, Bairro João, Maganga e Bairro do Aeroporto são as zonas mais afetadas por estas novas infeções. A nível provincial, estima-se que 8% da população de Niassa viva com o VIH, o que significa que em cada 100 pessoas, oito são seropositivas.

Moçambique no Contexto Global

Com mais de dois milhões de pessoas infetadas, Moçambique ocupa uma posição alarmante como o terceiro país no mundo com o maior número de casos de VIH, apenas superado pela África do Sul e Rússia. Anualmente, cerca de 92 mil novas infeções são diagnosticadas, sendo a maioria delas em raparigas e mulheres jovens.

As províncias de Gaza, Zambézia, Maputo-Cidade, Maputo-Província e Nampula destacam-se como as cinco regiões moçambicanas com a maior prevalência do vírus. O primeiro caso de VIH no país foi identificado em 1986, em Cabo Delgado, e o pico da epidemia foi atingido em 1996, com aproximadamente 4900 casos registados.

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