Pólitica

Países africanos recusam acolher Embaló e ex-presidente segue para o Marrocos

O ex-presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, encontra-se numa saga diplomática pela África, buscando asilo após ser afastado do poder. Depois de ser recusado em várias nações, Embaló e a sua família seguiram viagem para Marrocos, na esperança de encontrar um refúgio seguro.

A Busca por Acolhimento

A jornada de Embaló começou após a sua saída da presidência guineense, um período marcado por grande instabilidade política. A sua primeira paragem foi em Dacar, capital do Senegal, onde permaneceu por cerca de 48 horas. Contudo, a sua estadia foi rapidamente contestada pelo primeiro-ministro senegalês, que o acusou publicamente de ter inventado um golpe de Estado para evitar a divulgação dos resultados eleitorais que não lhe seriam favoráveis. Perante a pressão e a falta de apoio, Embaló viu-se obrigado a abandonar o país.

De seguida, o ex-chefe de Estado rumou para o Congo-Brazzaville, onde esperava encontrar um ambiente mais acolhedor. No entanto, a sua presença no país também gerou descontentamento. Enfrentou contestação popular e uma notável resistência por parte de conselheiros próximos do Presidente Denis Sassou Nguesso, que não se mostraram favoráveis à sua permanência. Após alguns dias, a situação tornou-se insustentável, e Embaló teve de procurar um novo destino.

Marrocos: A Última Esperança

Foi na quarta-feira, 3 de dezembro de 2025, que Umaro Sissoco Embaló e a sua família embarcaram novamente, desta vez com destino ao Marrocos. A nação norte-africana surge como a sua mais recente tentativa de obter asilo político e estabilidade. Curiosamente, Marrocos já é o lar de outro aliado de longa data de Embaló, o ex-presidente senegalês Macky Sall, que também se refugiou no país após a sua derrota nas eleições do Senegal.

A situação de Embaló destaca a volatilidade da política na África Ocidental e as complexas dinâmicas diplomáticas que envolvem líderes depostos ou contestados. A sua busca contínua por um país que o acolha é um reflexo das tensões e desafios que muitos políticos enfrentam na região.

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