Literatura

Carlos dos Santos lança infanto-juvenil “A voz da sombra”

O renomado escritor moçambicano Carlos dos Santos acaba de presentear o público com a sua mais recente obra infanto-juvenil, intitulada “A voz da sombra”. Com 88 páginas, o livro mergulha os jovens leitores numa narrativa envolvente, cheia de ensinamentos e reflexões.

A história tem como figura central Facamoto, um rapaz conhecido pela sua aparência desleixada e pelo comportamento um tanto traquina, que muitas vezes tira o sossego dos colegas e vizinhos. Com a camisa sempre fora dos calções, a roupa manchada e o cabelo emaranhado, Facamoto cria um contraste interessante com a sua própria sombra. É precisamente neste confronto entre o menino e a sua sombra que se desenrola uma trama que aborda a responsabilidade e a importância dos direitos e deveres das crianças.

“A voz da sombra” traz à tona lições valiosas, lembrando-nos que a liberdade de cada um tem um limite, que é o início da liberdade do outro. A obra incentiva a prática da empatia, ensinando a não fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem. Sublinha ainda que os direitos da comunidade prevalecem sobre os direitos individuais e que não há direitos sem deveres, pois ambos são inseparáveis. Acima de tudo, o livro reforça a ideia de que devemos agir corretamente, não por medo de castigos ou pela expectativa de recompensas, mas pela convicção do que é certo.

Sobre o Autor

Carlos dos Santos, nascido em Maputo em 1962, é uma figura multifacetada na área da educação, atuando como psicólogo e pedagogo desde 1981. A sua vasta produção literária inclui várias obras infanto-juvenis de sucesso, como “O Conselho” (2007), “O Passeio pelo Céu” (2012), “Na Esteira das Estrelas” (2018) e “O Domador de Medos” (2024). Além disso, aventurou-se na ficção científica com títulos como “A Quinta Dimensão” (2006/2010) e “O Eco das Sombras” (2016).

A sua contribuição não se limita à ficção; Carlos dos Santos também é autor de manuais técnicos e pedagógicos, participou em diversas antologias e assina poesia sob o pseudónimo “Nyama”. A sua colaboração é regular em jornais e revistas, tanto em Moçambique quanto em Angola, consolidando-o como uma voz importante na literatura e educação lusófona.

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