Avião fantasma: Boeing 737-200 da Air India reaparece após estar perdido por mais de 10 anos

Um caso insólito e surpreendente abalou o sector da aviação: um avião da Air India, um Boeing 737-200, que esteve completamente perdido dos registos oficiais por mais de uma década, foi finalmente encontrado abandonado num canto isolado do aeroporto de Calcutá, na Índia.

Um Esquecimento de 13 Anos
A aeronave em questão, com a matrícula VT-EHH e já com 43 anos de existência, foi estacionada em 2012. No entanto, o que deveria ser um processo de armazenamento temporário transformou-se num esquecimento total. Ao longo dos anos, o avião desapareceu de todos os documentos oficiais da Air India: não constava nos inventários, nos planos de depreciação, nas apólices de seguro, nem nas previsões de manutenção. Administrativamente, era como se o Boeing 737-200 nunca tivesse existido.

Falhas na Gestão e a Redescoberta
O CEO da Air India, Campbell Wilson, admitiu numa nota interna que o avião foi removido dos inventários várias vezes antes da privatização da empresa, o que contribuiu para que fosse completamente ignorado e não incluído na transferência de bens para o Grupo Tata.
A redescoberta só aconteceu quando a própria administração do aeroporto de Calcutá solicitou a remoção de aviões inoperantes que ocupavam espaço. Após ser identificado, o aparelho foi transferido para o estado do Rajastão, onde tem um novo e peculiar destino: será transformado num restaurante temático, um conceito que já foi aplicado a outra aeronave abandonada, a VT-EGG.
Impacto no Sector da Aviação
Este episódio chocante revelou as fragilidades e a desorganização do sistema documental da antiga administração pública da Air India. Wilson assegurou que, desde a privatização, a empresa passou por uma modernização tecnológica e uma revisão profunda dos seus procedimentos para evitar que situações como esta se repitam. O valor da venda do avião e o seu comprador não foram divulgados.
O caso serve como um alerta para as empresas de aviação em todo o mundo, evidenciando como a falta de controlo e a burocracia excessiva podem levar ao desaparecimento literal de ativos valiosos por mais de uma década.



