Alimentos podem deteriorar devido à chuva e à falta de conservação no Mercado Grossista do Zimpeto – MIRAMAR

A qualidade dos alimentos frescos no Mercado Grossista do Zimpeto, um dos maiores centros de abastecimento de Maputo, está sob séria ameaça. A combinação de chuvas intensas e condições de conservação precárias tem levado à rápida deterioração de frutas, vegetais e outros produtos perecíveis, gerando preocupação entre vendedores e consumidores.

Com a época chuvosa a intensificar-se, muitos produtos agrícolas chegam ao mercado e ficam expostos à humidade e à variação de temperatura. A falta de abrigos adequados e de sistemas de refrigeração ou armazenamento apropriados faz com que a vida útil destes alimentos seja drasticamente reduzida, resultando em grandes perdas para os comerciantes.

Impacto na Economia Local e na Saúde Pública
Para os madjibas e outros vendedores que dependem do Zimpeto, esta situação traduz-se em prejuízos financeiros avultados. Muitos investem as suas poupanças na compra de mercadorias que, infelizmente, acabam por apodrecer antes de serem vendidas, comprometendo o seu sustento e a capacidade de reabastecer as suas bancas.
Do lado dos consumidores, a deterioração dos alimentos representa um risco direto para a saúde pública. O consumo de produtos em mau estado pode causar doenças de origem alimentar, além de levar a uma redução na oferta de alimentos frescos e nutritivos. Consequentemente, os preços dos poucos produtos de boa qualidade tendem a subir, afetando o poder de compra das famílias moçambicanas.
A Necessidade de Soluções Urgentes
É crucial que sejam implementadas medidas urgentes para mitigar este problema. Melhorar a infraestrutura do Mercado Grossista do Zimpeto, com a construção de armazéns protegidos, sistemas de drenagem eficazes e a introdução de métodos de conservação mais robustos, é fundamental. A sensibilização dos comerciantes para as melhores práticas de manuseamento e armazenamento também pode fazer a diferença.
A garantia de que os alimentos chegam frescos e seguros à mesa dos moçambicanos não é apenas uma questão económica, mas também de saúde pública e segurança alimentar, exigindo a atenção e o investimento de todas as partes interessadas.
