Venâncio Mondlane anuncia pensão mensal para sobrevivência dos filhos de Arlindo Chissale

O partido ANAMOLA, liderado pelo conhecido Venâncio Mondlane, anunciou esta terça-feira (06) a criação de um subsídio financeiro mensal de 10 mil meticais. Este valor será destinado aos familiares de Arlindo Chissale, uma figura histórica do partido que se encontra desaparecido desde 2025.

Um Apoio que Chega Após Críticas
A decisão de atribuir esta pensão surge na sequência de várias críticas dirigidas ao ANAMOLA, que tem sido questionado sobre a falta de apoio prático aos seus membros mais antigos e importantes. Durante um encontro provincial em Nampula, realizado de forma remota, Venâncio Mondlane explicou que, apesar de Arlindo Chissale já ter sido homenageado com um diploma de honra, a situação de precariedade da sua viúva e dos filhos exigia uma intervenção mais concreta.

A pressão pública aumentou com perguntas sobre o porquê de outras figuras ligadas ao movimento, como Elvino Dias, terem recebido garantias de assistência, enquanto a família de Chissale – um dos pioneiros da formação política em Nacala – permanecia sem um apoio efetivo.
Desafios na Localização da Família
Mondlane justificou a demora em prestar assistência à família de Chissale com a dificuldade em localizar os seus parentes. Para resolver esta questão, o líder político deu instruções diretas à mobilizadora nacional, Elsa, e ao coordenador político, Castro Niquina, para que estabeleçam contacto imediato com a família.
O compromisso é claro: assim que a ligação for formalizada e a família localizada, o valor de 10 mil meticais será transferido mensalmente. O objetivo é garantir o sustento básico dos dependentes de Arlindo Chissale.
O Mistério do Desaparecimento de Arlindo Chissale
Arlindo Chissale, que teve um papel central na formação do que é hoje o ANAMOLA, desapareceu a 7 de Janeiro de 2025. O rapto aconteceu na zona de Silva Macua, enquanto o jornalista viajava de Cabo Delgado para Nacala.
Relatos da época indicam que Chissale sentia-se vigiado antes de embarcar, tendo mesmo adiado a viagem por duas vezes. Apesar de terem surgido rumores sobre a descoberta de um corpo meses após o crime, as autoridades moçambicanas nunca confirmaram oficialmente o óbito. Esta falta de confirmação mantém o caso num limbo jurídico e emocional, causando grande incerteza e dor à sua família.



